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A graça sem graça do vinho azul

  • 29 de dez. de 2017
  • 1 min de leitura

Em 2015, 6 jovens da Espanha desenvolveram um vinho azul, criado à base de uvas tintas e brancas, com um adicional de pigmento índigo e uma dose de adoçante para suavizar a bebida. O vinho, Gik, tinha 11,5% de teor alcoólico e foi desenvolvido com foco no verão, para ser tomado gelado por jovens que buscam inovação. Foi um grande hit no verão europeu e outras marcas começaram a surgir no mercado.

No Brasil, o vinho azul chegou entre final de 2016 e início deste ano, com a marca Mar Profundo. E não demorou muito para ser proibido no país por uma determinação do Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento e pelo fato de conter corante.

O Mar Profundo

Antes de sua proibição, tive a oportunidade de degustar uma garrafa. Também de origem espanhola, o vinho Mar Profundo é varietal da uva Viura, com teor alcoólico de 8%. É um vinho que deve ser consumido gelado (aprox. 5 graus).

De forma geral, achei de pouco complexidade aromática, frutado e bastante adocicado. É um vinho que desperta a curiosidade, mas que se mostra sem graça.

Dizem que foi desenvolvido para que jovens ingressem ao mundo do vinho através de uma bebida mais leve, divertida e refrescante.

Sinceramente, tenho minhas dúvidas e acredito que seja uma bebida interessante para ser utilizada como parte da composição de um drink, mas não para ser degustada sozinha.

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Olha a Lá!

Espírito aventureiro e alma viajante. Com uma personalidade que transita entre o rock e o hippie, entre o equilíbrio e a desordem. Apaixonada pela vida, pela arte, pelos vinhos e pelo novo.

 

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