Será que o que queremos é o que realmente precisamos?
- 15 de dez. de 2017
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Entre leituras e conversas sobre assuntos dos mais diversos, tenho refletido bastante sobre a nossa incessante busca pela felicidade, como se a felicidade fosse um destino a ser conquistado e não um estado de espírito.
Temos a sorte e o azar de evoluirmos ao longo dos anos, de transformarmos experiências boas e ruins em aprendizados e de passarmos por um processo de amadurecimento na vida.
Digo que é uma sorte porque evoluir significa transformar-se de forma positiva e, para mim, reforça o ditado de que “tudo acontece por uma razão”. Ao mesmo tempo, é uma pena isso acontecer gradativamente, ao longo de poucos ou muitos anos, e às vezes gostaria de ter sido mais “madura” mais cedo, para tomar “melhores decisões”.
Tem uma frase que eu gosto muito do filme “Into the Wild” que diz que “a felicidade só é real quando compartilhada”. Sempre acreditei que isso fosse bastante verdadeiro (e ainda acredito que compartilhar e construir juntos é maravilhoso!).
O grande porém o qual hoje me questiono é: Deveríamos nós projetar sempre a felicidade em necessariamente termos que compartilhá-la com alguém? Sendo a felicidade um estado de espírito, não podemos chegar a um estado de contentamento por nós mesmos?
A projeção que fazemos de nossa felicidade na dependência do outro é muito delicada. Quantas pessoas acreditam que somente serão felizes quando estiverem casadas, com filhos e, em teoria, realizadas? E quantas são as pessoas que se decepcionam ao descobrir que, no fundo, todo aquele projeto de vida inspirado nos romances da Disney não era exatamente o que elas precisavam, mas sim o que elas construíram em suas mentes como sendo o mundo ideal?
E isso vale para tudo. Relacionamentos, vida social, trabalho, projetos de vida. Será que tudo que queremos para nossas vidas é realmente o que nós precisamos para nos encontrarmos como pessoas e para enchergarmos onde está a real felicidade?
Talvez estejamos um pouco distraídos? ;)




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